O líder do DEM na Câmara Federal, deputado Mendonça Filho (PE), levou um boneco de madeira para a tribuna, nesta terça-feira, para criticar a presidente Dilma Rousseff.
Segundo ele, que reprisou a acusação de que a presidente “é mentirosa” por estar fazendo no governo aquilo que negou que faria durante a campanha, “Pinóquio”, símbolo da mentira, deveria ser o mascote do Palácio do Planalto.
“Dilma ganhou a eleição com base em promessas que desmentiu três dias após a eleição”, disse o deputado pernambucano, que segurava o boneco com um adesivo do PT.
A incoerência do discurso de Dilma foi tema também de uma resolução aprovada pelo diretório nacional do PT, em Belo Horizonte, sexta-feira da semana passada.
No texto, de três páginas, o partido diz apoiar o diálogo do governo com os movimentos sociais para tentar “impedir” que a conta do ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, seja paga pelos trabalhadores.
Textualmente, a resolução diz o seguinte: “O partido decide propor ao governo que dê continuidade ao debate com o movimento sindical e popular, no sentido de impedir que medidas necessárias de ajuste incidam sobre direitos conquistados – tal como a presidenta Dilma assegurou na campanha e em seu mais recente pronunciamento. Nesse sentido, é necessário formalizar o processo de diálogo tripartite entre governo, partido e movimento sindical e popular, principalmente no que se refere às medidas 664 e 665″.
As medidas provisórias 664 e 665, que fazem parte do ajuste fiscal, determinam novas regras que restringem o acesso dos trabalhadores a direitos como seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença.
O documento aprovado pela direção petista deixa explícito o mal-estar causado pelas medidas em diversos setores do partido, principalmente as alas sindical e parlamentar.
A Central Única dos Trabalhadores, cujos principais dirigentes são ligados ao PT, e representantes das bancadas do partido no Senado e na Câmara, trabalham no Congresso para alterar as medidas propostas pelo governo.
A resolução propõe que o partido recoloque na pauta dos debates a criação do imposto sobre grandes fortunas e uma ampla reforma fiscal como alternativas para reequilibrar as finanças públicas sem restringir direitos trabalhistas.


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