Arquivo do blog

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dilma veta projeto que determina criação de linha oficial de pobreza



A presidente Dilma Rousseff vetou projeto de lei que determinava a instituição de uma linha oficial de pobreza no país (PL 2661/00). A proposta, apresentada há quase 16 anos pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), define como linha de pobreza o rendimento anual mínimo para aquisição de bens e serviços “necessários para uma vida digna”.
Além disso, o projeto estabelece que as políticas públicas de erradicação da pobreza deveriam conter metas nacionais e regionais de redução do número de pessoas vivendo abaixo da linha oficial de pobreza.
Ao justificar o veto, Dilma alega que os dispositivos não levam em consideração outras políticas voltadas à erradicação da pobreza, como o Programa Bolsa Família e o Plano Brasil Sem Miséria. Argumenta, ainda, que o conceito de linha de pobreza se confunde com a política de salário mínimo, “podendo resultar em entrave à sua concretização e desenvolvimento”.
Depois da aprovação inicial do projeto no Senado, em 2000, Suplicy passou a insistir na conclusão de sua votação, primeiro pela Câmara (que o aprovou com mudanças em 2011) e depois novamente pelo Senado, que confirmou em dezembro do ano passado o texto modificado pelos deputados.
Segundo Suplicy, a definição de uma linha de pobreza pelos países segue recomendação do economista James Tobin (1918-2002), vencedor do Prêmio Nobel da área em 1981.
“Hoje o governo leva em conta uma linha de pobreza segundo as Nações Unidas, seja a linha de pobreza extrema, seja a linha de pobreza absoluta. É importante que isso [a linha de pobreza do País] possa efetivamente ser definido a cada ano, por cada governo, inclusive para atender à Constituição, que diz que um dos objetivos da sociedade brasileira é erradicar a pobreza e diminuir as desigualdades”, disse o senador, durante a votação final no Plenário do Senado.
O veto, agora, será examinado pelo Congresso Nacional, que decidirá mantê-lo ou derrubá-lo.
A rejeição ao veto presidencial exige maioria absoluta no Senado (41 dos 81 senadores) e na Câmara (257 dos 513 deputados).
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 Comentários:

Postar um comentário

Todos Os comentários postados aqui, são de inteira responsabilidade de seus autores, e o Blog do Fábio Virgulino não se responsabiliza pelos comentários aqui postados.