“Em alguns órgãos, o índice de aposentadoria é muito alto, então será necessário fazer concursos em breve ou o quadro ficará deficitário”, explica Maria Thereza Sombra, diretora executiva da Anpac. Segundo levantamentos da associação, há deficit de mais de 10 mil servidores no INSS e de 3 mil na Polícia Federal, para citar alguns exemplos. Na opinião do professor José Wilson Granjeiro, diretor-presidente do grupo Gran
Cursos, o concurso do INSS deve ser um dos mais disputados entre as apostas para o próximo ano. “Pelo histórico, o certame dos Correios, se for realizado, deve ser o mais concorrido em 2015. Logo em seguida vem o concurso da Polícia Rodoviária Federal e, em terceiro lugar, o do INSS”, diz.
O último certame para os Correios, realizado em 2011, teve 1,1 milhão de inscritos para pouco mais de 9 mil vagas. Mas ainda não há confirmação sobre a realização de novo concurso em 2015. Já em relação à PRF, há mais chances de que o concurso seja realizado no próximo ano, com 1,3 mil vagas para o cargo de policial rodoviário federal, uma vez que a autorização já está prevista no anexo V do Ploa de 2015. O INSS solicitou 4.730 vagas, sendo 2 mil para técnico de seguro social, 1.580 para analista do seguro social e 1.150 para médicos peritos.
José Wilson Granjeiro recomenda começar a estudar antes mesmo da publicação dos editais. “Quando ainda não se tem o edital, a dica é procurar o do último concurso. Normalmente, há mudanças em 10% a 20% do texto, então é possível estudar as matérias básicas.” O professor e coordenador do IMP Concursos, Anderson Ferreira, concorda. “É preciso ter planejamento de estudos, não dá para começar a estudar só depois da publicação do edital.” Segundo ele, os candidatos levam em média dois anos para obter aprovação em concursos.
Pode começar com o básico
Para aqueles que desejam começar a estudar, o professor José Wilson Granjeiro tem algumas dicas sobre as matérias básicas. “A maioria dos exames cobra direito constitucional e administrativo, português, redação, informática e raciocínio lógico.” Ainda sem um plano definido, Erin Vogel, 24 anos, pretende usar o próximo ano para treinar nos concursos.
Graduada em psicologia, ela começou a estudar para os certames em janeiro e atualmente faz um cursinho com as matérias mais cobradas nas provas. “Por enquanto, pretendo fazer várias provas para me habituar ao estilo das avaliações. Mas se pudesse escolher um concurso para passar, gostaria de ser aprovada no Tribunal de Justiça, tanto pela área de interesse quanto pelo salário”, explica Erin.
Para Rhaissa de Aragão, 21, o sonho é passar num concurso de nível superior do Tribunal de Contas da União (TCU). Enquanto a oportunidade não chega, a estudante de direito se prepara para o concurso de nível médio do INSS. “Já fiz outros concursos antes, mas esta é a primeira vez que estou realmente me dedicando aos estudos. Estou focando nesse agora porque tem muitas vagas e é de nível médio”, diz.



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