Em Serra Talhada, não são poucos os que tem se perguntado do porquê da estratégia de Luciano Duque (PT) de não ir a debates nas emissoras serratalhadenses. Em um cenário polarizado, de disputa tão acirrada, os debates costumam influenciar o voto do eleitor indeciso, que segundo as últimas pesquisas, é de um universo de mais de 13% do eleitorado. Não precisa ser um grande marqueteiro para entender que Sebastião Oliveira falando solto, dizendo a todo o momento que o adversário fugiu do debate é extremamente prejudicial para o petista.
Por despreparo não é : Luciano Duque tem formação, é obviamente preparado e já foi a inúmeras entrevistas na imprensa local. Mesmo quando chegou a ser questionado no período pré eleitoral se saiu muito bem. Com capacidade de oratória, não teria portanto motivos para ter receio de debater com Sebastião Oliveira.
Agenda não cola : a alegação de que não foi ao debate na Cultura FM porque tinha agenda com 200 agricultores a um mês não justifica ou prova desencontro entre Assessoria e candidato. Ora, se a reunião que fechou a participação dos dois candidatos no Debate, fechada pelos assessores, aconteceu a menos de quinze dias, como justificar a ausência por um encontro “agendado a um mês” ?

Luciano Duque, em uma de suas inúmeras entrevistas. Despreparado, não é. Então, porque não ir aos debates ?
Parcialidade das rádios não convence : é óbvio que parte da imprensa serratalhadense sofre do mal da parcialidade, prejudicial para a democracia, mas no caso da Cultura, a Direção da emissora se cercou de todos os cuidados, com Assessor Jurídico e cercada de toda imparcialidade, mostrou as regras às claras.
No caso da Voz do Sertão, a emissora é de fato de Inocêncio, que apóia Sebastião e contra isso não há dúvidas. Mas convidou os assessores, abriu as regras previamente e ainda emitiu cópia à Justiça Eleitoral e Ministério Público, que certamente se pronunciariam caso houvesse dolo ou intenção de prejudicar o petista, além de convidar um mediador sem nenhuma ligação com o processo.
Por tudo isso, para muitos, só resta concluir que a equivocada estratégia parte de quem assessora Luciano. Não ir debater com o adversário é um erro fatal na visão de qualquer marqueteiro ou estrategista. Deixar o adversário falando sozinho então, pode influenciar ainda mais os indecisos. Opinião compartilhada inclusive, com muitos que estão dentro da campanha do petista e discordam da decisão. Se pagará um preço por isso, o tempo é que vai dizer...
Por: Nill Junior


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